sábado, 8 de maio de 2010

Alejandro volta a ser O GRANDE (TRADUZIDO)

 
O cantor madrilenho apresentou «Paraíso Express» cantando com Antonio Carmona y Mala Rodríguez, em um macroespetáculo que lhe saiu perfeito
 
IGNACIO SERRANO | MADRID
Atualizado Quinta , 06-05-10 as 12 : 46
 
Ainda que à capela, as canções de Alejandro Sanz levavam todo o dia sonando nos arredores do Palácio de Esportes pela boca de várias dezenas de fãs que montaram guarda frente as portas do pavilhão para pegar um bom lugar, como adolescentes de quinze anos. E não com quinze anos, porque por aí perambulavam veteranas sem pudor algum por atuar como uma fã de Tokio Hotel.
 
Com esta gira, o que se chamava Alejandro 'O Grande' buscava «surpreender o público com coisas novas». Acompanhado por uma banda de nove músicos e rodeado por um exagerado desdobramento técnico, com escenografia móvel e 140 metros quadrados de telas com tecnologia «led» em 3D (sem óculos funciona?), a coisa não podia sair tão sossegada como em alguma outra ocasião.
 
Pouco depois de que pelos corredores do Palácio deixaran de correr rios de pessoas mais própias do metro, uns batidos de coração a todo volume anunciaram a chegada de Alejandro e os gritos, estes mais suportáveis que os das adolescentes, inundaram o recinto. Saiu com seu violão branco, sorridente, para começar a festa com «Mi Peter Punk». Ainda que não abandonou sua previsibilidade, em seguida demonstrou atitude, rockeando como um heavy e deixando ver que afortunadamente, as surpresas não seriam somente logísticas. Durante todo o concerto demonstrou uma enorme vontade de deixar uma noite inesquecível.
 
Com «Lo que fui es lo que soy» já todos estavam de pé dançando. «Esta será uma noite especial, pressinto. Será nosso pequeno tesouro», disse a sua embelezada audiência. E se pode dizer que conseguiu, demonstrando que as distâncias longas se dão melhor, porque soube se alimentar da multidão. «Madri dissimula, como se não fosse a cidade mais bonita do mundo, mas o é», gritou pouco antes de que soara «Corazón Partío», cuja letra sabiam as 15.000 pessoas como se fosse um pai nosso. O esparramado rockeiro do final de «Cuando nadie me ve» —com quebra de guitarra incluída, com muito cuidado—, como siempre, deixou o público paralisado. 
 
E Alejandro «repreendeu» seu fervoroso músico: «as guitarras não se quebram, temos que romper a desigualdade, a injustiça...».
Antonio Carmona subiu com seu amigo para cantar em dueto «Para que tú no llores», mas sem dúvida a maior surpresa chegou quando Mala Rodríguez, deusa do hip-hop —ainda que mais de um rapero dirá que já não tanto depois de ontem—, compartiu os versos de, como não, «Mala».
O pot-pourri final situou o fechamento no pódio de êxitos de Alejandro Sanz, que enamorou aos seus merecidamente. Até os que compraram entradas de 232 euros —como dizem— terminaram loucos por ele.

 

Andrea Borges.

Direção ClubSanzBrasil

 

www.clubsanzbrasil.com

 


 



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